segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Estado do Ceará tem carência de centros de zoonose

A falta de atendimento dos centros de zoonoses acarreta um
aumento de animais soltos em centros urbanos (Foto: Internet)
Apenas nove dos 184 municípios cearenses contam com Centros de Controle de Zoonoses (CCZ) e, deste total, apenas três (Sobral, Maracanaú e Fortaleza) desempenham suas funções de forma adequada, segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do Ceará, Célio Pires. 

Os demais (Cariús, Crateús, Crato, Iguatu, Juazeiro do Norte e Quixadá), ainda segundo Pires, não apresentam estrutura adequada de trabalho e nem cumprem o papel ao qual se destinam. Há três anos, eram dez centros. No entanto, o de Maranguape fechou e passou a ser atendido por Maracanaú.

O baixo número de CCZ está ligado diretamente ao quantitativo de médicos veterinários no interior. Com este cenário decadente, os Centros não conseguem cumprir com o papel de prevenir e controlar as zoonoses (raiva, calazar, arboviroses e doença de Chagas) através do desenvolvendo de sistemas de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental em saúde.

Para o Conselho de Medicina Veterinária, o diminuto número de profissionais e a situação precária dos centros, com o agravante de apenas nove cidades disporem do serviço, deve-se "ao descaso dos gestores que não entendem a importância de investimento na atenção básica de saúde".

A secretária de Saúde de Quixadá, Juliana Câmara, contesta a informação do presidente do CRMV que inclui o Município na lista dos que possuem serviços deficitários. "A unidade funciona normalmente, realizando exames, eutanásia dos animais nos casos extremos, dentro dos critérios legais, e a unidade permanece limpa e em condição de acolher animais", rebateu.

Desde 2015, os CCZ tiveram impedimento legal para abrigar animais de ruas que não portassem nenhuma zoonose. "Não podemos mais recolher os animais de rua. Quando há solicitação, a equipe comparece, realiza teste de triagem e coleta para sorologia, além de aplicar vacina antirrábica", explicou Igor Holanda, coordenador e médico veterinário da unidade de Iguatu, que dispõe de apenas um veterinário. 

Com isso, cresceu a quantidade de animais, sobretudo gatos e cães, em situação de abandono. Com maior número de bichos nas ruas, maior a probabilidade de infecção e transmissão de doenças. Holanda defende a castração de cães e gatos como medida a longo prazo para a redução do número de animais de rua. Representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) também concordam. Fonte: Diário do Nordeste

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