segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Racionamento de água afeta pelo menos 50 mil pessoas no Sertão Central

A população recorre a carros-pipa ou até mesmo comprar água
Os moradores de Quixeramobim e Boa Viagem, no Sertão Central, voltaram a enfrentar escassez de água. Apesar dos esforços do Serviços Autônomos de Água e Esgoto (Saae), a alternativa encontrada foi implantar o racionamento: agora, o recurso hídrico é distribuído de quatro em quatro dias entre os bairros desses centros urbanos.

Nas áreas mais afastadas e elevadas de Quixeramobim e de Boa Viagem, a distribuição de água é feita por caminhões-pipa custeados pelos próprios municípios. Depois de um período de dois anos de regular abastecimento, os transtornos voltaram. A crise persiste mesmo com a instalação de novas adutoras de montagem rápida.

Em Quixeramobim 35 mil moradores consomem água tratada e fornecida pelo Saae. O rodízio é feito nos cinco bairros da cidade. A água só chega às torneiras de quatro em quatro dias. Os açudes locais secaram, e a alternativa foi trazer água do açude Pedras Brancas, em Banabuiú (que também abastece a sede urbana de Quixadá), por meio de uma Adutora de Montagem Rápida, distante 60 km. A água transferida do açude Pedras Brancas não atende à demanda de Quixeramobim e de Quixadá. Segundo técnicos do Saae, o bombeamento não é suficiente para essas cidades.

No município de Boa Viagem, pelo menos 15 mil famílias sofrem, há seis anos, com a escassez de água no sistema local de abastecimento. O quadro é considerado um dos mais graves. O açude Vieirão permanece seco. O Governo implantou uma adutora emergencial a partir do açude Umari, em Madalena, a 40km.

Uma cena comum nos bairros mais afastados é a instalação de reservatórios de polietileno. Moradores acordam cedo e vão retirar água dos chafarizes. Outros compram água de caminhões particulares. Fonte: Diário do Nordeste

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