terça-feira, 29 de outubro de 2019

PSD se movimenta na cena política para 2020 e alerta siglas da base

A eleição dos prefeitos de Tianguá e Irauçuba
deixa mais PSD mais forte
A eleição do prefeito de Tianguá, Dr. Luiz, e da prefeita de Irauçuba, Geraldina Braga, no último domingo (27), ambos do PSD, foi o primeiro resultado, nas urnas, de articulações do grupo político liderado pelo ex-vice-governador Domingos Filho, que comanda o partido no Ceará. Desde que assumiu a presidência estadual do PSD, o dirigente faz uma ofensiva sobre municípios cearenses, filiando novas lideranças políticas. Os movimentos visam às eleições de 2020, mas também geram desconfortos na base aliada do governador Camilo Santana (PT).

Isso porque a maioria dos gestores municipais cearenses que se filiaram ao PSD, neste ano, pertenciam ao MDB, comandado pelo ex-senador Eunício Oliveira, e ao Solidariedade (SD), presidido pelo deputado federal Genecias Noronha. Com as novas filiações, o partido de Domingos Filho passou a ter 25 prefeitos, mais que os 19 eleitos em 2016.

A ofensiva começou quando o ex-vice-governador, que é conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Estado (TCE), assumiu a presidência do PSD no Ceará, neste ano, após conseguir na Justiça, em fevereiro, o direito de ocupar cargos públicos. Até então, o filho dele, deputado federal Domingos Neto, é quem comandava o partido no Estado.

Articulações
Com o bastão na mão, Domingos, ex-vice-governador do Estado, intensificou uma série de encontros com lideranças políticas. Como resultado, levou para o PSD o ex-deputado estadual Ely Aguiar, que estava filiado há 14 anos ao Democracia Cristã (DC), e o tornou o novo presidente municipal do partido em Fortaleza.

Domingos também filiou prefeitos de municípios importantes como o de Iguatu, Ednaldo Lavor, que era do PDT; o de Jijoca de Jericoacoara, Lindbergh Martins, ex-Solidariedade; o de Novo Oriente, Vanaldo Moura, que pertencia aos quadros do PCdoB; o prefeito de Cariús, Iran, eleito pelo PSDB, e o atual gestor de Caucaia, Naumi Amorim, que era do PMB.

Mas foi a filiação do prefeito de Pacatuba, Carlomano Marques, a que causou mais polêmica no cenário. Ele estava há mais de 30 anos no MDB. Além de Carlomano, outros quatro emedebistas também migraram para o PSD. Fonte: Diário do Nordeste

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