terça-feira, 8 de outubro de 2019

Irmã Dulce: 13 de outubro será o dia da canonização da primeira santa brasileira

Irmã Dulce, primeira santa brasileira
Irmã Dulce, primeira mulher nascida no Brasil a virar santa, será canonizada neste próximo domingo (13) de outubro, em cerimônia presidida pelo Papa Francisco. O Vaticano anunciou a canonização em maio deste ano, quando, por meio de decreto, um segundo milagre atribuído à religiosa foi reconhecido. A cura de um paciente que estava cego.

Nascida em Salvador, capital da Bahia, em 1914, Maria Rita Lopes de Sousa Brito, conhecida como “Anjo Bom da Bahia”, se dedicou ao trabalho social nas ruas da capital baiana.

Começou prestando assistência à comunidade favelada dos bairros de Alagados e de Itapagipe e depois fundou a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador e o Círculo Operário da Bahia, que proporcionava atividades culturais e recreativas, além de uma escola de ofício.

Em 1949, acolheu no galinheiro situado ao lado do Convento Santo Antônio cerca de 70 doentes recolhidos das ruas de Salvador. O episódio é considerado a origem da OSID (Obras Sociais Irmã Dulce), instituição filantrópica fundada por ela dez anos depois.

O primeiro milagre atribuído a ela e que lhe rendeu a beatificação aconteceu em 2001, quando uma mulher havia sido desenganada pelos médicos depois de dar à luz devido a um quadro grave de hemorragia.

A canonização de Irmã Dulce é a terceira mais rápida da história da Igreja Católica a partir da data da morte: 27 anos após seu falecimento, atrás da santificação do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento).

Além de Irmã Dulce, outros quatro beatos serão canonizados no mesmo dia: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e Margherita Bays. Fonte: Agência Brasil

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