terça-feira, 3 de setembro de 2019

Ceará, Bahia e Pernambuco disputam fábrica de embalagens da Klabin

Empresa vem conversando com governos dos 3 estados do NE
Maior empresa brasileira do setor de papel e celulose, a Klabin S/A abriu entendimentos com o governo de três estados do Nordeste – Bahia, Pernambuco e Ceará – com o objetivo de obter incentivos fiscais para a instalação de uma fábrica de embalagens na região do Nordeste, onde não só a indústria, mas também a fruticultura tem experimentado altos índices de crescimento. 

Na Bahia, mais precisamente no município de Juazeiro, no Norte daquele Estado, está localizado um importante polo de fruticultura; bem defronte a Juazeiro, separadas por uma ponte rodo-ferroviária, está a pernambucana Petrolina, também sede de um grande polo produtor de uvas, manga, melão, melancia e outras frutas. 

Aqui no Ceará, a fruticultura e a horticultura desenvolvem-se nas chapadas do Apodi, no Leste, e Ibiapaba, no Noroeste, no Baixo Jaguaribe, no Cariri e na região de Icapuí, onde a Agrícola Famosa – maior produtora e exportadora brasileira de melão – tem um dos seus campos de produção. 

Esses polos fruticultores têm reclamado muito da falta de mais oferta de embalagens, e a sinalização da Klabin de construir, no Nordeste, uma grande fábrica de embalagens de papelão é vista pelos empresários do setor como uma notícia importante. 

Os entendimentos da direção da Klabin S/A com o Governo do Ceará mantêm o mesmo roteiro dos que já desenvolveram com as autoridades dos governos da Bahia e de Pernambuco. Uma fonte informada sobre essas conversas revelou ao blog que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco Maia Júnior, e seu secretário Executivo do Agronegócio, Sílvio Carlos Ribeiro, já receberam os diretores da Klabin, mas nenhuma informação sobre os contatos foi liberada.  

O Ceará tem uma fábrica de embalagens – da Rigesa – mas os fruticultores nordestinos entendem que a chegada de uma nova fábrica permitirá uma competição mais acirrada que poderá causar a queda dos preços. Fonte: Diário do Nordeste

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