quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Sem orçamento pesquisas feitas por bolsistas do CNPq no Ceará podem ser afetadas

Sem orçamento, as bolsas do CNPq do Ceará correm
o risco de afetar as pesquisas que estão em andamento
Entender quais são as carências da sociedade e procurar soluções para os desafios contemporâneos é uma atividade diária para centenas de pesquisadores no Ceará. 

Muitos deles encontram suporte em bolsas universitárias que oferecem remuneração para o estudo, seja de desenvolvimento tecnológico ou social. Porém, a partir de outubro não há orçamento para pagar nenhum dos bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Ao todo, 2.295 pesquisadores serão afetados no Ceará. Cenário nacional, 83.405 estudantes de graduação e pós-graduação, alguns em países como Estados Unidos, Canadá, Chile e Nova Zelândia, estão na mesma situação. Segundo o CNPq são necessários R$ 330 milhões para garantir o pagamento de todos os bolsistas do órgão até o fim deste ano.

No Estado, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual do Ceará (Uece) estão entre as beneficiadas com vagas para bolsistas.

O CNPq, agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi criado em 1951 para fomentar a pesquisa científica e tecnológica no país. As atividades desenvolvidas com o apoio do CNPq contribuem para a formação de pesquisadores, para o desenvolvimento nacional e no reconhecimento das produções brasileiras pela comunidade científica internacional.

Sobre a atual situação de limitações no orçamento e dificuldades para pagamento dos bolsistas, o órgão disse que, associado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está envidando todos os esforços junto ao Ministério da Economia para conseguir este crédito suplementar.

Situação local
Devido às limitações no orçamento no âmbito local, as vagas para bolsista da Universidade Federal do Ceará (UFC), executadas com recursos da Universidade, não poderão ser ocupadas por outros alunos, caso os estudantes originários deixem as atividades de apoio à instituição. A decisão foi oficializada pela Pró-Reitoria de Planejamento e Administração da UFC, anunciada no dia 1º de agosto, em decorrência do bloqueio orçamentário estimado em R$ 47 milhões, determinado pelo Governo Federal.

Com isso, serão afetadas as áreas de pesquisa e pós-graduação, graduação, extensão, assuntos estudantis e relações internacionais. Além da Secretaria de Tecnologia da Informação, de Cultura e Arte e Escola Integrada de Desenvolvimento e Inovação Acadêmica da Universidade. 
Informações do Diário do Nordeste

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