sábado, 3 de agosto de 2019

Cinco cidades do Ceará serão inseridas no plano de desenvolvimento regional da União

As estratégias que serão aplicadas foram mostradas 
durante reunião na FIEC (Foto: Natinho Rodrigues)
As cidades médias do interior deverão ser os catalisadores do plano de desenvolvimento regional do Nordeste a partir da implementação do plano do Governo Federal. No Ceará, cinco municípios - de um total de 41 em toda a região - foram selecionados: Crateús, Iguatu, Juazeiro do Norte, Quixadá e Sobral. 

A informação foi confirmada pela secretária nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Adriana Alves.

A secretária detalhou os novos planos federais durante reunião da Associação Nordeste Forte realizada nessa sexta-feira (2), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). De acordo com Alves, as áreas prioritárias de projetos que deverão ser focados pelo Governo Federal no Nordeste são relacionadas à segurança de recursos hídricos, conectividade (banda larga e outros serviços), educação básica e melhoria da gestão pública na região.

A secretária, no entanto, afirmou que o plano de desenvolvimento ainda precisa passar pela aprovação do Congresso Nacional. O projeto deverá ser enviado à Câmara dos Deputados até o fim de agosto. Alves também confirmou que ainda não há definição de quais cidades receberão as primeiras iniciativas da agenda imediata. Segundo ela, o MDR ainda está analisando a questão em conjunto com a Casa Civil da União. 

Sobre o financiamento das iniciativas, Alves destacou que o Governo Federal considera utilizar um sistema híbrido, alternando, de acordo com cada projeto, recursos da União e parcerias com a iniciativa privada a partir de empréstimos junto aos bancos de desenvolvimento, como o Banco do Nordeste e o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), do Brics.

Para André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), o Governo deveria reduzir o número de planos e começar a agir em áreas em que o Nordeste tem um maior potencial de desenvolvimento. "A gente está vivendo muito de planos. Eu sou engenheiro e nós somos muito práticos. Está faltando muita ação e fazer esses planos chegarem na ponta. Otimização. Vamos pegar um ou dois desses planos em áreas que o Nordeste tem potencial para se focar", disse. Com informações do Diário do Nordeste

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