segunda-feira, 13 de maio de 2019

Mercado de cavalos teve crescimento de mais de 30% no Ceará em 2018

Haras no interior também acompanham essa evolução
(Foto: Haras Queiroga
Em baixa depois da crise econômica, o mercado de cavalos começou a reagir no último ano e apresentou um crescimento de 30% a 40% no Ceará em 2018. A estimativa é do presidente da Associação dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha do Ceará (ACQMC), Erivelto Luna, que aponta a regulamentação da vaquejada como ponto-chave do reaquecimento do setor. Para ele, a mudança de perfil de criadores - com uma visão mais profissional e dedicada - e avanços tecnológicos também teriam sido determinantes para a evolução. 

A raça Quarto de Milha é a preferida dos vaqueiros, com 95% de representatividade nas competições. Há mais de nove mil cavalos no Estado, que é o quinto maior plantel da raça no Nordeste, atrás da Bahia (19,6 mil), Pernambuco (18,6 mil), Paraíba (14,1 mil) e Rio Grande do Norte (10,6 mil). No Ceará, há três mil proprietários e 1,4 mil criadores de cavalos da raça.

Criadores do interior apostam na melhoria genética
(Foto: Haras Queiroga)
Com a evolução no ano passado, o presidente da ACQMC aponta que muitos criadores brasileiros estão conseguindo retornos consideráveis a partir da venda dos animais. Um garanhão (como são chamados) de bom porte, chega a ser vendido por mais de R$ 2 milhões nos leilões brasileiros.

Além dos esforços para melhorar as condições de trabalho e elevar o nível do mercado, profissionalizando o processo dos criadores, o presidente da ACQMC Erivelto Luna explica que os avanços tecnológicos proporcionam melhorias para a coleta e armazenamento do esperma dos animais.

Atualmente, o material genético de cavalos de ótimo porte chega a ser vendido por até R$ 80 mil, sendo trazido de fazendas de criação até mesmo do exterior. De acordo com Luna, os Estados Unidos são um dos maiores mercados desse setor, fornecendo animais e sêmen de alta qualidade a criadores brasileiros.

Reprodutores tem tido bom desempenho na melhoria genética
(Foto do reprodutor Mississipy Fly - Haras Queiroga)
Com o crescimento e outros resultados positivos, Luna pondera que o mercado de cavalos possui uma estrutura comparável ao mercado automobilístico, considerando os empregos diretos e indiretos gerados para movimentação, criação e trato dos animais, além dos outros pontos relativos ao negócio.

O mercado encerrou 2018 com crescimento de 12,2% no País, quando os leilões movimentaram R$ 253,3 milhões. Para Cláudio, este ano vai continuar o resultado positivo. "Se continuar assim, está de bom tamanho, vai depender da recuperação da economia do Brasil. 

Os animais estão bem selecionados e estamos otimistas que o ano seja melhor que a média de 2018". Fonte: Diário do Nordeste

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