quinta-feira, 25 de abril de 2019

Crise perdura e mercado de trabalho estanca no Ceará

Com a contínua lentidão no cenário econômico do País, o mercado de trabalho segue sem reagir. Somente nos três primeiros meses do ano, o Ceará perdeu 7.965 postos de trabalho. O saldo é resultado da diferença entre as 92.830 admissões frente a 100.795 demissões no mesmo período, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O fechamento de vagas tem se dado de forma gradual deste dezembro. No último mês de 2018, foi observada a perda de 5.481 empregos. Em janeiro, o Estado registrou o fechamento de 4.982 vagas. Já em fevereiro, houve uma leve reação, registrando saldo positivo que chegou a 1.865 postos de trabalho.

Segundo o coordenador de Estudo e Análise de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, o resultado de março foi semelhante ao observado em igual mês dos anos 2016 e 2017, quando ele afirma terem sido registrados os piores resultados da década. “Embora seja um comportamento típico do período essa redução de postos, a intensidade com que se deu chama atenção”, avalia.

Em março do ano passado, o Estado havia conseguido alcançar um saldo positivo de 238 vagas. Em comparação com outros estados brasileiros, o resultado do mês passado deixou o Ceará no quinto lugar entre os que mais fecharam postos de trabalho no País, atrás somente de Pernambuco (-6.286), Rio de Janeiro (-6.986), São Paulo (-8.007) e Alagoas (-9.636).

Crise econômica
A crise econômica que ainda perdura no Brasil é o motivo mais apontado para explicar a perda de vagas de trabalho no Ceará e em todo o território nacional. Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado do Ceará (Sedet), Maia Júnior, é a maior crise da história do País. 

Municípios
Concentrando quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) e dos empregos do Estado, segundo Erle Mesquita, Fortaleza foi o município cearense que mais fechou postos de trabalho. Foram 5.192 vagas encerradas somente nos primeiros três meses deste ano. “Com uma concentração tão grande, é natural que o maior saldo, seja negativo ou positivo, esteja na Capital”, afirma Mesquita.

Municípios da Região Metropolitana (RMF) e localidades do interior do Estado mais industrializadas também sofreram com a perda de vagas, segundo o levantamento. Sobral registrou o corte de 1.768 empregos entre janeiro e março, seguida de Quixeramobim (-430), Aquiraz (-430) e Maracanaú (-289). O coordenador de estudo e análise de mercado de trabalho do IDT ressalta que a indústria de transformação foi o terceiro segmento econômico que mais perdeu vagas no trimestre. Fonte: DN

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