sábado, 16 de março de 2019

Espanhola Aena vence concorrência dos seis aeroportos no Nordeste, incluindo Juazeiro do Norte

A espanhola Aena desembolsou R$ 1,9 bilhão
pelos seis aeroportos nordestinos
Disputa acirrada pelo Bloco Nordeste (composto pelos aeroportos do Recife-PE, Juazeiro do Norte-CE, Aracaju-SE, Maceió-AL, João Pessoa e Campina Grande-ambos PB), que marcou a 5ª rodada de concessão de terminais, promete se estender pelos próximos 30 anos - período em que a concessionária deve administrar os aeroportos.

A grande vencedora do certame que ocorreu na Bolsa de Valores, em São Paulo, foi a espanhola Aena. A empresa desembolsou R$ 1,9 bilhão pelos seis aeroportos nordestinos e indica vir para acirrar a disputa deste mercado na Região, principalmente, com a alemã Fraport, administradora do Aeroporto de Fortaleza.

Juan José Álvarez, diretor da Aena, não mediu palavras ao falar desta competição, reforçando a relevância do terminal pernambucano para o setor no Nordeste. "Recife é o segundo ponto no Brasil mais próximo da Europa. É uma oportunidade muito grande para nós. Fortaleza terá que competir conosco", declarou.

O Aeroporto Internacional do Recife é um dos mais importantes do Nordeste e um dos maiores concorrentes diretos de Fortaleza. Os dois terminais disputam a atração de novas rotas internacionais e são os únicos da região que possuem hubs (Azul em Recife e Gol em Fortaleza). 

Fraport fora da disputa

A alemã Fraport bem que tentou entrar na disputa pelo Bloco Nordeste, mas logo na abertura das propostas ficou de fora, porque não ofereceu um dos três valores mais altos de outorga para os aeroportos. A vice-presidente executiva da empresa, Aletta von Massenbach, esteve no leilão e ficou surpresa com os altos valores ofertados para o bloco.

"É impressionante como vocês conseguiram atrair ofertas tão altas. Parabéns para o Brasil. Eu fiquei surpresa", resumiu. A Fraport ofereceu pouco mais de R$ 850 milhões para o bloco Nordeste, R$ 1 bilhão a menos que sua principal concorrente, a Aena, que arrematou os terminais.

Participaram ainda da disputa a Zurich, que até os últimos 15 minutos cobriu a oferta da Aena, mas perdeu no final; o consórcio Nordeste, liderado pela alemã AviAlliance; a CPC; e a francesa Vinci, que administra o Aeroporto de Salvador. Fonte: DN

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