quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Bolsonaro inicia gestão com cortes na máquina pública

Jair Bolsonaro, 38º presidente eleito no Brasil
Empossado, nesta terça (1), como o 38° Presidente da República, Jair Bolsonaro começa, nesta quarta (2), seu governo com o decreto de medidas para simplificar a máquina pública dos 22 ministérios, uma de suas promessas de campanha. Amanhã, ele reúne a equipe de ministros para discutir ações contra a burocracia estatal.

A primeira decisão de impacto no cotidiano já foi tomada. Decreto assinado pelo novo presidente e publicado, nesta terça, em edição extra do Diário Oficial fixou o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954. Com isso, a quantia fica abaixo da estimativa que constava do orçamento da União, de R$ 1.006. Os valores foram enviados, em agosto, pelo governo Michel Temer ao Congresso.

Em relação a medidas mais amplas, como as Reformas Tributária e da Previdência, as propostas ainda serão maturadas nas próximas semanas, informou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Nos próximos dias, Bolsonaro ainda definirá peças importantes no Palácio do Planalto. Nesta quinta-feira, ele deve anunciar o nome de um porta-voz para contatos com a imprensa, disse Floriano Barbosa, escolhido por Bolsonaro para comandar a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

O presidente também vai se dedicar às negociações, de olho na posse do novo Congresso, no dia 1 ° de fevereiro. A sensação no mundo político é que pautas caras ao presidente eleito e que têm popularidade atestada em pesquisas, como a flexibilização do Estatuto do Desarmamento e a redução da maioridade penal, devem ser tocadas adiante de forma mais ágil. As dificuldades estarão nas pautas econômicas. Apontada por especialistas como urgente, a Reforma da Previdência é tida como o grande desafio.

Parlamentares com larga experiência congressual lembram que os interesses das bancadas temáticas são específicos e não seguem a lógica pragmática dos partidos. A bancada “da bala”, por exemplo, dá suporte a projetos de Segurança e a favor das armas, mas não aceita debater a inclusão de policiais e militares numa eventual Reforma da Previdência. 

Os ruralistas, por sua vez, têm amplas restrições ao corte de subsídios - uma das ideias do ministro da Fazenda, Paulo Guedes. Fonte: DN

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