quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Juazeiro do Norte tem intensa movimentação do comércio durante a Romaria de Finados

Romeiros vem de todas as regiões do Nordeste
De 28 de outubro a 2 de novembro, são estimados mais de 300 mil pessoas em passagem pela cidade, na Romaria de Finados. Ao contrário da Romaria de Nossa Senhora das Dores, que concentra os romeiros na região próxima à Basílica, nestes cinco dias, os visitantes ocupam vários pontos da cidade criando grandes feiras livres.

No entanto, é nas proximidades do Santuário de São Francisco, a popular Igreja dos Franciscanos, o maior mercado dessa época. Aos montes, dezenas de comerciantes se amontoam nas ruas e praças. A mercadoria é exposta em barracas e no próprio chão. Os comerciantes improvisam redes para descansar enquanto um cliente aparece. Com o forte calor, água congelada é encontrada aos montes além dos tradicionais chapéus de palha.

Os romeiros costumam comprar, principalmente, redes, cobertores, artigos religiosos, pomadas, roupas, panelas de alumínio e rapadura. Muitos destes produtos são trazidos por comerciantes de fora do Município que vão até Juazeiro do Norte para aumentar sua renda. E isso dá certo, já que os visitantes costumam comprar estes produtos para levar de presente ou até revender em suas cidades.

Há seis anos vendendo em Juazeiro do Norte, o comerciante Pedro Gelson da Silva percorre cerca de 320 km de São Bento (PB), a "Capital da Rede", para a Terra do Padre Cícero. "A gente está se ajeitando ainda. Está meio parado. Mas todas as vezes que a gente veio, valeu a pena". Além da rede, comercializa cobertores e toalhas de banho fabricados em sua cidade. O preço varia de R$ 20 a R$120,00.

"Os romeiros querem as redes melhores", afirma. De lá, segue para eventos religiosos também em Canindé e Vargem Grande (MA). "As atividades são essas mesmas. Não tem outro emprego. Quem não tem, inventa", admite.

Lotadas
A partir desta quarta-feira (31), o movimento em Juazeiro do Norte aumenta consideravelmente. Até sexta, as ruas devem ficar ainda mais lotadas. É com essa esperança que a juazeirense Nalva Martiniano espera melhorar suas vendas que considera "fracas", neste ano. "Está diminuindo o número de pessoas", percebe. Há mais de 20 anos ela revende roupas que compra em Fortaleza e Caruaru (PE). É disso que tira o sustento. "Espero que possa melhorar". Fonte: DN

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