terça-feira, 11 de setembro de 2018

OAB do Rio de Janeiro realizará ato de desagravo à advogada algemada em JEC de Duque de Caxias

Advogada Valéria dos Santos sendo algemada no JEC Caxias
A OAB do Rio de Janeiro vai realizar ato de desagravo à advogada Valéria Lúcia dos Santos que foi algemada no Juizado Especial Civil(JEC) na Comarca de Duque de Caxias, naquele Estado. O Presidente da Comissão de Prerrogativas concedeu entrevista coletiva e falou sobre as medidas a serem tomadas. 

"Na próxima segunda-feira, dia 17, às 15h, a OAB/RJ fará um ato de desagravo à advogada Valéria Lúcia dos Santos, que na manhã de ontem foi algemada e presa no exercício da profissão durante uma audiência no 3º JEC de Duque de Caxias", disse ele.

A Diretoria da OAB/RJ convoca toda a advocacia fluminense para ato de desagravo, que acontecerá na porta do juizado de Duque de Caxias e contará com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia. "Sabemos que toda advocacia foi aviltada e algemada juntamente com a nossa colega. Sofremos juntos e juntos diremos NÃO!", destaca o presidente da Seccional, Felipe Santa Cruz.

Entenda o caso: 
Policiais militares algemaram e prenderam uma advogada durante audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Tudo começou depois que uma juíza leiga e uma advogada discutiram se incluiriam ou não uma contestação no processo. A discussão foi gravada em vídeos.

Juízes leigos atuam em juizados especiais e audiências de conciliação, mas não precisam ser togados - ou de Direito.

Imagens mostraram a advogada Valéria dos Santos discutindo com uma mulher durante a audiência. A juíza leiga afirmou que queria encerrar a audiência, mas ela afirmou que ainda não tinha terminado o trabalho dela e feito as contestações do caso.

“Eu tenho que ver a contestação. Não, não encerrou nada. Não encerrou nada”, afirmou Valéria.

A discussão continuou, e a juíza pediu que ela se retirasse da sala. A advogada afirmou que não sairia antes da chegada do delegado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), responsável por atuar em casos de suspeita de desrespeito ao trabalho dos advogados.

A juíza afirmou que ela tinha que esperar o delegado da OAB fora da sala. Com a persistência do impasse, a juíza resolveu chamar a polícia, e a discussão continuou. Há uma interrupção na gravação.

No vídeo seguinte, a advogada aparece de pé discutindo com a juíza e um policial militar que está dentro da sala.

Novamente, a gravação é interrompida. No vídeo seguinte, a advogada já aparece no chão, algemada.

“Eu estou trabalhando! Eu quero trabalhar! Eu tenho direito de trabalhar! É meu direito como mulher, como negra, é trabalhar! Eu quero trabalhar!”, afirmou Valéria.

Ainda com as algemas, a advogada foi levada para o corredor. Ela chegou a ser levada para a delegacia de Duque de Caxias e só foi libertada quando o delegado da OAB mandou retirar as algemas.

A OAB afirmou que vai pedir o afastamento da juíza e dos dois policiais que aparecem nas imagens. Com informações do G1

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