segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Destruição do Museu Nacional do Rio de Janeiro expõe situação de abandono

O museu foi fundado por D. João VI 
Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, na zona norte do Rio, na noite de ontem. Especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País, o Museu Nacional completou 200 anos em junho em meio a uma situação de abandono.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h30. Todos os andares do edifício foram tomados pelo fogo. O museu já estava fechado quando o incêndio começou e não havia feridos. Os salões com pisos de madeira e os livros da biblioteca, a maior da América Latina, podem ter contribuído para o incêndio.

Apesar do ambiente ainda majestoso, reportagem do "O Estado de S. Paulo" em abril observou sinais de abandono, como um lustre quebrado, móveis sem conservação e manchas de umidade na parede. Com um dos mais importantes acervos de história natural da América Latina, o museu chegou ao bicentenário com goteiras e infiltrações.

Pesquisadores, estagiários, professores e estudantes do museu choravam. O clima era de tristeza e descrença. "Um trabalho de 200 anos de uma instituição científica. A mais importante da América Latina. Acabou tudo. O nosso trabalho, a nossa vida estava aí", disse o museólogo Marco Caldas.

Tesouros
O museu, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, reúne algumas das mais importantes peças da história natural do País.

O maior tesouro é Luzia, o esqueleto mais antigo já encontrado nas Américas, com cerca de 12 mil anos de idade. Achado em Lagoa Santa (MG) em 1974, trata-se de uma das primeiras habitantes do Brasil e é o maior tesouro arqueológico do País.

Outra peça marcante do museu é o meteorito Bendegó, o maior já achado no Brasil. A rocha é oriunda de uma região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter e tem cerca de 4,56 bilhões de anos. O meteorito foi achado em 1784, em Monte Santo, na Bahia. Com informações do Diário do Nordeste

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