sexta-feira, 20 de julho de 2018

Romaria: Juazeiro do Norte celebra hoje 84 anos da morte do Padre Cícero

Devotos do Padre Cícero vem de vários locais do país
"O Padrinho não morreu, ele se mudou", frase comum entre os romeiros para lembrar a passagem do Padre Cícero, que foi no céu "rogar a Deus por todos nós", acreditam. E isso aconteceu no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos, quando faleceu na cidade que ele fundou. 

Por isso, há 84 anos, é celebrada uma missa pela alma do patriarca do Município, que aconteceu às 6h desta sexta-feira, no largo da Capela do Socorro - local onde ele está sepultado. Ao longo do dia, acontecerão outras celebrações.

Desde o dia 17, começaram a chegar romeiros de várias partes do Nordeste para visitar o túmulo, agradecer e renovar a sua fé. Apesar de não ser tão movimentada como as romarias de Nossa Senhora da Dores, em setembro, Finados, em novembro, e Nossa Senhora das Candeias, em fevereiro, a vinda de milhares de pessoas para celebrar a morte do Padim se tornou uma tradição oportuna com o período das férias escolares. Na missa da manhã de hoje, são esperadas, aproximadamente, 30 mil pessoas.

E é a fé no Padre Cícero que fez a aposentada Marinalva dos Santos, de Propriá (SE), viajar 12 horas de ônibus até Juazeiro do Norte. Além da romaria de hoje, ela visita o Município na festa de Nossa Senhora das Dores e de Nossa Senhora das Candeias. Para ela, estar na terra do "Cearense do Século" é uma graça. "A primeira vez que vim foi sem ser em romaria".

No túmulo do Padre, no altar da Capela do Socorro, peças de madeira com formato de membros do corpo são deixadas - elas lembram a cura de alguma doença ou promessas. Além disso, terços, rosários, medalhas, estátuas, chaves, bonés, moedas, joias e, claro, flores são colocados. Alguns acreditam que o costume serve para abençoar o objeto. Enquanto isso, romeiros disputam espaço para orar, tocar e agradecer ao santo popular, deixando sua homenagem. Fonte: DN

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