sexta-feira, 13 de julho de 2018

Convênio entre Governo do Estado e hospitais particulares não desafoga filas de cirurgias eletivas

Do total que aguardam por cirurgias,
60% possuem mais de 60 anos
Não é difícil encontrar pacientes cearenses aguardando por uma cirurgia de coração, joelho ou cabeça nos hospitais do Estado. A fila é tão grande que foi necessário o governo estadual criar um programa paralelo ao atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o Plantão Saúde Cirurgia. Em maio deste ano, unidades hospitalares particulares e beneficentes participaram de um edital para realizar 12.466 mil cirurgias.

Deste total, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), 8.162 mil procedimentos estão em andamento. As outras 4,3 mil intervenções foram distribuídas na rede pública devido à falta da adesão de hospitais aptos ao credenciamento e, brevemente, serão alocadas em um novo edital até o fim do ano.

Conforme a Coordenadoria de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria (Corac) da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), do início do programa até junho deste ano, apenas 270 pacientes realizaram as intervenções cirúrgicas e já receberam alta. Para atender o restante da demanda que não foi contemplada na primeira licitação, o Estado está elaborando um segundo edital do programa.

De acordo com o coordenador da Corac, Antônio Eusébio Teixeira Rocha, oito pessoas trabalham na triagem para selecionar os pacientes que aguardam as cirurgias. "Já entramos em contato com 2.228 pessoas que precisam realizar cirurgias com maior urgência. Alguns deles, alegaram que não podem fazer por estarem com viagens marcadas ou problemas familiares. As unidades hospitalares estão ligando pra gente logo quando vão dando alta aos pacientes para ir chamando os próximos", explica Teixeira. Com informações do Diário do Nordeste

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