sábado, 14 de julho de 2018

Agricultores e industriais apostam no ressurgimento do algodão na região do Sertão Central do Ceará

Usina Damião Carneiro que fica na cidade de Quixadá
O “ouro branco“, como o algodão vegetal também é conhecido, poderá voltar a ser uma das principais fontes econômicas do Ceará. Técnicos de instituições governamentais, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estão assistindo o homem do campo com novas tecnologias para a cotonicultura, e também sementes mais resistentes à pragas. Todavia, na avaliação do industrial Renato Carneiro, com mais de meio século de experiência com essa cultura, os bancos oficiais precisam liberar financiamentos para produções em grande escala.

A Usina Damião Carneiro, em Quixadá, pertencente ao industrial de 77 anos de idade está pronta para voltar a beneficiar o algodão e das máquinas aquecer o movimento econômico da região. No tempos áureos do “ouro branco”, além de empregar dezenas de trabalhadores, a sirene da indústria no início e no termino do trabalho era o sinal diário de prosperidade na cidade, que já teve cinco concessionárias automotivas, na década de 1980 a meados dos anos 1990. Muita gente ficou rica plantado algodão.
Algodão foi uma cultura que rendeu muito dinheiro no sertão

Os tempos de fatura levaram Renato Carneiro a se envolver na política. Ele foi prefeito de Quixadá de 1977 a 1983. Na mesma época, o irmão, Álvaro Carneiro, também industrial e proprietário de usina, em Quixeramobim, foi prefeito daquela cidade. Voltando para Quixadá, logo depois foi a vez de outro industrial da cotonicultura, Abraão Baquit, assumir a gestão municipal. A terra do “ouro branco” crescia e chamava a atenção pela sua prosperidade.

Além desses industriais, outros empreendedores, como Joaquim Ventura, ainda no ramo, se dedicavam exclusivamente ao comércio do algodão. A cooperativa de produtores de Quixadá era a maior do Estado. Fonte: Blog Diário Sertão Central

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