terça-feira, 29 de maio de 2018

Governador do Ceará, Camilo Santana apoia manifestação dos caminhoneiros e diz que há "desgoverno" no Brasil

Camilo Santana diz que há um "desgoverno" no país
Em coletiva de imprensa, nesta terça-feira, 29, durante a aula inaugural da segunda turma de aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros, o governador Camilo Santana (PT) se posicionou com relação à greve dos caminhoneiros. As paralisações estão no nono dia.

O petista defendeu a motivação dos manifestantes, garantiu o abastecimento de serviços essenciais e falou dos prejuízos das paralisações no Estado. O governador deu boas-vindas aos 295 novos soldados e 50 oficiais que serão capacitados para integrar a segurança pública no Estado. O curso terá duração de 5 a 6 meses para soldados soldados e de um ano e meio para os oficiais. 

Já em bate-papo ao vivo pelo Facebook, horas depois, Camilo voltou a criticar o Governo Federal. Para ele, é inadmissível que a Petrobras crie um política de preço dos combustíveis que gere prejuízos à população brasileira.

"Reconhecemos que é justa a manifestação dos caminhoneiros de todo o Brasil pelo aumento abusivo que ocorreu no preço dos combustíveis. É responsabilidade exclusiva do Governo Federal, da Petrobras", pontua.  

Na opinião de Camilo, há um "desgoverno" no País e falta liderança para resolver o problema dos combustíveis.  O governador lembrou que 80% dos combustíveis consumidos no Brasil são produzidos e explorados internamente, mas isso não reflete nas bombas, para o consumidor final. "A Petrobras é uma empresa brasileira, patrimônio nosso. Espero que o Governo Federal possa reverter o mais rápido possível essa questão".

“Acho que é justa a greve dos caminhoneiros reivindicando melhorias, mas nós precisamos garantir os serviços básicos à população”. Ele citou que ainda não há como mensurar os prejuízos já causados pela greve, mas que o governo trabalha para resolver a situação.

Em crítica direta a Michel Temer (MDB), o petista disse que "o presidente da República, de forma irresponsável, aumenta o preço dos combustíveis abusivamente e joga a responsabilidade para os estados".  "Diminuíram os recursos da Saúde para o Ceará, não recebo um centavo para a Segurança e agora querem jogar culpa para que os estados comecem a desonerar mais ainda o ICMS". 

"A alíquota no Ceará é igual a de todos os estados do Nordeste. A alíquota normal era 25%, hoje é 18%. Há uma redução de 28% nessa alíquota. E mais importante ainda. O morador que utiliza o transporte público em Fortaleza e na Região Metropolitana tem uma redução de 66%. Hoje, essa alíquota é de 8,5% apenas, até para garantir que não haja aumentos nas passagens de ônibus", destacou, lembrando da criação do Bilhete Único, em Fortaleza, pela Prefeitura, e do Bilhete Único Metropolitano, pelo Governo. Fonte: O Povo

Nenhum comentário:

Postar um comentário