domingo, 27 de maio de 2018

Federação dos petroleiros quer demissão de presidente da Petrobras e avisa que vai ter paralisação na próxima quarta-feira

A paralisação por 72 horas dos petroleiros agendada para começar na próxima quarta-feira, 30, já estava planejada antes da greve dos caminhoneiros, informou o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. Segundo ele, o movimento é contra a atual política de preços da Petrobras, contra a venda de ativos pela estatal — incluindo o controle de quatro refinarias — e defende a saída do presidente da companhia, Pedro Parente.

“Apesar de estar se passando a ideia de que ele (Parente) é um grande administrador, ele está acabando com a Petrobras. Nada do que está acontecendo com a Petrobras é fruto dele. Ele não tem influência para mudar o preço do barril do petróleo ou o preço do dólar. E, para fazer lucro em cima de venda de patrimônio, não precisa ser grande administrador”, criticou Rangel.

“Já tínhamos feito diversas críticas a essa política de realinhamento de preços dos derivados como um todo. Não só do diesel, mas da gasolina e do gás de cozinha também desde que foi implementada, em junho do ano passado. Quando se atrela aos preços internacionais é para atrair parceiros para vender as refinaria”, lembrou o coordenador da FUP.

Segundo Rangel, desde que a Petrobras anunciou a venda do controle acionário de quatro refinarias no mês passado, os petroleiros iniciaram um calendário de protestos. Assim, depois da paralisação de 72 horas a partir do próximo dia 30, a categoria vai se reunir para avaliar os movimentos de mobilização e, possivelmente, marcar o início de uma greve por prazo indeterminado. 

Para o coordenador da FUP, a grav situação por que passa o país não é culpa dos caminhoneiros, mas sim do próprio governo. “Essa situação quem causou foi o (presidente Michel) Temer e o Pedro Parente. O país tem milhões de desempregados, milhões de miseráveis, milhões de crianças morrendo, e esse é o retrato do golpe. A Petrobras se desfazendo de ativos rentáveis, praticando uma política irresponsável de realinhamento de preços. Então, a culpa disso tudo é do Pedro Parente e do Michel Temer”, afirmou Rangel. Fonte: O Globo

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