sábado, 17 de fevereiro de 2018

Rotary Club de Iguatu debate violência doméstica com palestra da delegada da Delegacia da Mulher

Momento da palestra com a delegada Monique Teixeira
Casa da Amizade, Rotaract, Interact e rotarianos do Rotary Club de Iguatu participaram  da palestra proferida pela delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) – Iguatu, Monique Teixeira. O tema abordado ‘Violência Doméstica’ tinha o objetivo de atuar no fortalecimento da sociedade local na contribuição de ações de prevenção.

Assim como a titular do departamento de proteção ao gênero, policiais, escrivães, profissionais do Centro de Referência da Mulher (CRM) e da Associação das Mulheres de Iguatu (AMI) estiveram entre as representações presentes.

Conforme dados apresentados pela delegada, 70 % dos casos de violência ocorrem dentro das residências, e 54% da população conhecem uma mulher agredida, dão o grau da delicadeza e dificuldade de combater o crime. “Ausências de rede multidisciplinar, ausências de varas especiais e medidas protetivas, são outros fatores que contribuem do quadro atual”, adiantou.

Monique disse ainda ser importante entidades do porte do Rotary propor reflexões, buscar propostas e reconhecer a violência que atinge meninas e mulheres. “O que determina a violência contra as mulheres é precisamente a questão cultural do machismo. Essa ideia de que homens e mulheres não são iguais. As causas para a discriminação e a violência contra a mulher são as tradições enraizadas de que a mulher não possui os mesmos direitos que os homens, tradições de que as mulheres são consideradas seres humanos de segunda classe e tratadas quase como propriedade dos homens”, afirmou Monique.

A DDM foi criada para proporcionar um atendimento diferenciado às mulheres vítimas de violência. As unidades especiais da polícia civil atendem os casos, de modo a vítima poder receber um acolhimento mais adequado. No entanto, essas delegacias especiais, assim como a de Iguatu, funcionam somente no horário comercial em horários variados na faixa das 18h às 20h.

Jéssica Queiroga, psicóloga do CRM – Centro de Referência da Mulher, destacou que diferente do que se imagina, não é preciso ser agredida fisicamente para estar em uma relação violenta. Algumas palavras e atitudes podem ferir a autoestima de uma mulher tanto quanto. E isso tem nome: violência psicológica. Esta é a forma mais subjetiva e, por isso, difícil de identificar. “De difícil identificação, a violência psicológica, na maioria dos casos, é negligenciada até por quem sofre - por não conseguir perceber que ela vem mascarada pelo ciúmes, controle, humilhações, ironias e ofensas. Em uma briga de casal, o agressor normalmente usa essa tática para fazer com que a parceira se sinta acuada e insegura, sem chance de reagir. Não existe respeito”, pontuou.

Dever social
Presidente da AMI – Associação das Mulheres Iguatuenses, Francinilda Silva, comemorou o espaço de discussão ocorrer fora de datas representativas. “Não nos cansamos de trabalhar esse tema. Apesar da semana da mulher ser comemorada em março, momentos como esses são importantes para reafirmamos que políticas de proteção ao gênero devem ser reafirmadas”, disse.

Vinicius Mendonça, presidente do Rotary Club de Iguatu, afirmou que a entidade cumpre com seu dever social de discutir temas de interesse social. “O Rotary mais uma vez promover discussões que propiciassem a reflexão. Dessa vez sobre a violência contra as mulheres. Sobre novas formas de enfrentamento das situações de violência ou das consequências desta”, afirmou.

Lei Maria da Penha
A Lei Maria da Penha, de agosto de 2006, apesar de aumentar a punição para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, ainda não conseguiu atender todas as demandas por parte das brasileiras vítimas de maus tratos, assim como as individualidades de cada conflito. Com informações de Thiedo Henrique - Assessor de Comunicação

Nenhum comentário:

Postar um comentário