quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Investigação no Ceará sinaliza mais de 17 mil cadastros do Bolsa Família com indícios de irregularidades

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) divultou nesta quinta-feira (4) auditoria sobre os cadastros do Bolsa Família. 

Segundo o levantamento, há 34.906 com indícios de subdeclaração de renda, o que, segundo o órgão, representa pagamentos indevidos de até R$ 1.3 bilhão em dois anos.

Desse total, 17.305 são no Ceará, o terceiro com mais casos no Nordeste, atrás apenas de Pernambuco (26.839) e Bahia (39.759). A região é a que mais tem supostas irregularidades, somando 141.789 à frente do Sudeste, que é o mais populoso e tem 117.573.

A CGU comparou as rendas registradas em outras bases de dados oficiais – como a base de declarantes de Imposto de Renda da Receita Federal e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) – com as que foram declaradas no Cadastro Único.

A partir de agora será feita uma investigação e, se as irregularidades forem comprovadas, o Governo Federal deve acionar os beneficiários legalmente pedindo a devolução de valor e a impossibilidade de retornar ao programa por um ano. Com informações da CGU

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