terça-feira, 5 de setembro de 2017

Comitiva do Sistema Hídrico Estadual percorre região do Vale do Jaguaribe

A comissão tem percorrido várias regiões do Ceará
Para conhecer de perto a realidade que alia melhoria genética dos rebanhos, adoção de práticas de silagem e a implantação da palma forrageira como base alimentar para os rebanhos, a comitiva do Sistema Estadual dos Recursos Hídricos percorreu parte do Vale do Jaguaribe na última semana para ver de perto as experiências exitosas de culturas forrageiras que necessitam de pouca água para produzir. 

Em seis anos de seca a pecuária leiteira cearense mantém trajetória de crescimento graças ao uso da tecnologia. Raimundo Reis, pesquisador e sócio da Valle Verde Agropecuária, em Russas afirma que os números são animadores. Ele lembra que comprou primeiro a ideia da palma. “A gente que viu que era um alimento interessante, com alta produção por hectare, um valor nutricional excepcional e uma demanda hídrica muito baixa”, destaca. Reis ressalta ainda que a grande barreira a ser superada era da falta de mudas. “Não havia mudas no mercado, sobretudo das variedades resistentes a pragas”, conta. Ainda segundo ele, “fomos atrás da semente em Pernambuco, compramos 20 mil raquetes de três variedades. Dessa compra, hoje nós temos 30 hectares”. Para chegar a essa área um longo caminho precisaria ser percorrido. “Vimos que havia demanda, mas na forma tradicional de plantio, com uma planta por raquete, levaríamos uma década para ampliarmos a área e ofertarmos mudas para o mercado”, diz Reis.

Secretário elogia iniciativas
A palma tem dado bom resultado no Vale do Jaguaribe
Para o Secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, é reconfortante ver “in loco” o ressurgimento da pecuária leiteira em bases modernas. “Apesar da seca persistente, das dificuldades impostas pelo clima, o gado de leite passou a ser uma atividade econômica importante no Estado", constata.

Teixeira destaca ainda a importância de uma indústria de lacticínios como âncora para o setor. “É necessário dar sustentabilidade ao setor, e a indústria trabalha em parceria com os pequenos produtores da região”, ressalta. O secretário pontua ainda a importância da adoção de novas práticas no setor, bem como a introdução da palma forrageira como base da alimentação dos rebanhos. “Trata-se de uma cultura adaptada ao nosso sertão, que viceja com apenas 20% da água que necessitariam outras culturas. Isso para o setor de Recursos Hídricos é fundamental”.

Participaram ainda da comitiva que percorreu o “Vale do Leite”, o secretário executivo da SRH, Aderilo Alcântara, o assessor especial da SRH, Francisco Viana, e o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio Farias. A próxima visita será ao setor de fruticultura irrigada, ainda sem data definida. O grupo já conheceu de perto a experiência da criação de camarões e peixes com água subterrânea (poços).

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