quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Antonio Palocci entrega Lula e Dilma de bandeja ao juiz Sérgio Moro

Antonio Palocci entregou todo o esquema envolvendo Lula
O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em depoimento para o juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta-feira (6), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu propinas e que houve um “pacto de sangue” entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e a construtora Odebrecht. Entre os números citados por ele, está uma quantia de R$ 4 milhões em espécie recebida pelo ex-mandatário.

Segundo o advogado de Palocci , Adriano Bretas, o ex-ministro teria assumido definitivamente uma “postura colaborativa e, por isso, revelou detalhes dos bastidores e dos meandros que permearam as relações de poder na transição do governo de Lula para o de Dilma”. 
No depoimento prestado hoje, na ação da Operação Lava Jato, Palocci afirma que o “pacto de sangue” citado seria, na verdade, um pacto de propinas. "Eu chamei de 'pacto de sangue'. Porque envolvia um presente pessoal, que era um sítio, envolvia um prédio de um museu, pago pela empresa, envolvia palestras pagas a R$ 200 mil, fora impostos, combinadas com a Odebrecht para o próximo ano, e havia uma reserva de R$ 300 milhões que foram sendo disponibilizado com a planilha entregue pela empreiteira Odebrecht", revelou o ex-ministro.[

O ex-ministro contou a Moro que no final de 2010, Emílio Odebrecht abordou Lula para fazer um "pacto". Segundo Palocci, a empresa estava "tensa" com a troca do governo de Lula para Dilma. Questionado pela defesa de Lula, Palocci diz que não presenciou a conversa entre o empresário e o ex-presidente, e que foi Lula quem contou para ele, no dia seguinte.

Segundo Palocci, a empresa iria criar uma conta para movimentar os R$ 300 milhões e que as relações da empresa com os governos de Lula e de Dilma eram "bastante intensas". 

O depoimento se deu no âmbito da Lava Jato, na ação que investiga a compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento vizinho do qual o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo. Além do ex-ministro e de Lula, também está envolvido o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Preso desde setembro do ano passado na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Antonio Palocci é acusado de ter atuado de maneira "intensa e reiterada" na "defesa de interesses da Odebrecht na administração pública federal envolvendo contratos com a Petrobras". Parte da propina paga pela construtora teria sido repassada por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um apartamento para o ex-presidente em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, conforme aponta a denúncia do Ministério Público Federal. Fonte: Último Segundo - iG 

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