terça-feira, 30 de setembro de 2014

Greve dos bancários: 272 agências fecham no primeiro dia no Ceará

O primeiro dia de greve da categoria bancária em Fortaleza começou forte nessa terça-feira (30), tanto nos bancos públicos como nos bancos privados, quando foram paralisadas 272 agências em todo o Estado. A informações é do Sindicato dos Bancários do Ceará. De acordo com seus representantes, a categoria aderiu em massa ao movimento como forma de pressionar banqueiros e governo a atender as reivindicações apresentadas durante um mês e meio em mesa de negociação e até o momento sem respostas.

A força da categoria já arrancou uma proposta com aumento real somente com a deliberação da greve no último dia 24/9. Em negociação realizada no sábado, 27/9, os banqueiros ofereceram 7,35% de reajuste, proposta considerada ainda insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários.

“O que nós estamos cobrando nessa campanha salarial é que os banqueiros atendam nossas reivindicações econômicas, mas também todo o conjunto da pauta que aborda melhores condições de trabalho para a categoria e um melhor atendimento à sociedade”, destacou Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e empregado da Caixa Econômica Federal.

O presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Eduardo Bezerra, também culpou a intransigência dos banqueiros pela greve e destacou as péssimas condições de trabalho a que os bancários estão submetidos. 

Entre as principais reivindicações dos bancários estão o reajuste salarial de 12,5% e a valorização do piso para R$ 2.979,25, valor equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese. Os bancários também têm reivindicações que visam proteger o emprego, acabar com a terceirização e melhorar as condições de trabalho e saúde, como o combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Depois de oito rodadas de negociação, os bancos só ofereceram 7,35% de reajuste (0,94% de aumento real) no salário, na PLR e nos auxílios, além de 8% (1,55% acima de inflação) de aumento no piso. A proposta dos bancos não atende nenhuma reivindicação sobre emprego, saúde, segurança, condições de trabalho e outras importantes demandas dos bancários.

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