quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Estoque de milho é insuficiente para alimentar gado no Estado do Ceará

O agravamento da seca nos próximos meses de outubro e novembro deverá afetar fortemente a pecuária cearense. Além dos efeitos da falta d'água, os estoques de ração têm sido insuficientes para atender à demanda. Atualmente, o milho (principal fonte de comida para os animais) disponível nos armazéns da Companhia Nacional de Alimentos (Conab), no Ceará, é de 6 mil toneladas, sendo que a metade já está comprometida com a distribuição para os municípios de Juazeiro do Norte e Maracanaú.

A expectativa da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) do Estado é que o gado seja ainda mais penalizado em regiões onde não há mais disponibilidade de água nos mananciais, especialmente as localidades serranas.

O assunto foi debatido, ontem, durante a reunião do Comitê Integrado de Combate à Seca, que acontece todas as segundas-feiras, na sede do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, localizado no bairro Jacarecanga, na Capital. O problema que aflige os pecuaristas foi especialmente destacado pelo delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Francisco Nelsieudes Sombra Oliveira. Segundo ele, mais do que o abastecimento de água para as populações rurais no Estado, a situação mais alarmante é para o rebanho, haja vista o aumento na restrição de reservas hídricas.

Estoques
Além da falta d'água, a reunião discutiu os estoques de milho que atendem aos produtores, principalmente quando já não se conta com as opções de pastagens, geradas pela estação chuvosa. O secretário adjunto da SDA, Antônio Amorim, informou que o Estado possui uma demanda de 34 mil toneladas de milho por mês. Enquanto isso, o quantitativo ao longo deste ano foi de 29 mil toneladas. A última remessa chegada à Conab foi de 3 mil toneladas (com fim específico para atender Juazeiro do Norte e Maracanaú), que se somam com mais três mil toneladas que deverão ser destinadas para o restante do Estado. Em julho, o último envio do produto ao Ceará, o quantitativo foi menos da metade da necessidade. Ou seja, 15,6 mil toneladas.

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