sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Estado do Ceará confirma 3 casos de febre chikungunya

O Ceará registrou, até o momento, seis casos suspeitos de febre chikungunya. Três deles foram confirmados, sendo dois em Fortaleza e um no município de Brejo Santo. De acordo com nota técnica emitida ontem pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), em todas as ocasiões, a doença foi transmitida no exterior. Os três pacientes confirmados com a doença realizaram viagens à República Dominicana, país que hoje sofre com uma epidemia da moléstia. Existe atualmente um caso suspeito em investigação, procedente do Suriname.

Na última terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou que, ao todo, houve 51 registros da febre chikungunya no Brasil. Trinta e sete deles foram importados, ou seja, as pessoas contraíram a doença em viagens a outros países. Entretanto, as outras 16 notificações correspondem a situações autóctones, o que significa que a doença foi contraída no território nacional. Dois aconteceram em Oiapoque, no Amapá, enquanto os outros 14 são de Feira de Santana, na Bahia. Nenhum dos pacientes possui registro de viagem internacional.

Medidas

Na última quarta-feira (24), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, alertou que é possível que o Brasil enfrente uma epidemia da febre chikungunya. Chioro afirmou que ainda não se pode estimar como a doença evoluirá no País, pois ainda não se consegue dimensionar o número de casos nem a velocidade de transmissão do mal.

Equipes de emergência do Ministério da Saúde foram enviadas às duas cidades com casos autóctones para tentar bloquear o vírus e garantir um maior controle da doença.

O ministro colocou ainda que o Brasil estabeleceu, em 2012, um plano de contingência da doença, tendo em vista a progressão do vírus na América Latina e em outros países, que já se colocava como risco.

O Ministério da Saúde está trabalhando em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, para evitar que a doença se espalhe.

Transmissão

A febre chikungunya é causada por um agente denominado Alphavirus e é transmitida pelo mesmo vetor da dengue e da febre amarela, a fêmea do mosquito Aedes aegypti e pelo mosquito Aedes albopictus, espécie mais comum em áreas rurais. A doença, pode se manifestar clinicamente sob as formas aguda, subaguda e crônica.

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