terça-feira, 23 de setembro de 2014

Água escassa e burocracia no CE inviabilizam abastecimento com carro-pipa em alguns municípios

Foto: Alex Pimentel
Com apenas 26,7% do total da reserva hídrica no Ceará, o baixo nível dos açudes compromete a atuação da Operação Pipa no Interior, desenvolvida pela Defesa Civil do Estado e Exército Brasileiro. Com os açudes cada vez mais afetados pela estiagem, tem sido necessário buscar água em mananciais ainda mais distantes para abastecer determinadas cidades, o que tem provocado a suspensão da distribuição em algumas localidades.

Segundo a Defesa Civil, que realiza a Operação Pipa nas sedes, pelo menos seis municípios estão sem receber água pelo programa, dos 52 atendidos atualmente pela instituição. São eles: Quixeré, Pacajus, Chorozinho, Maranguape, Fortim e Iracema.

Além destes, de acordo com o tenente coronel Cleyton Bastos, coordenador estadual da Defesa Civil, há outros em que a distribuição via carros-pipa foi paralisada, mas o militar não soube informar quais são.

Ainda de acordo com a instituição, cerca de 275 mil pessoas em todo o Estado dependem da água distribuída pela Operação atualmente. Desde o começo do ano, a Defesa Civil investiu R$ 5 milhões no atendimento.

O militar diz que, cada vez que um reservatório seca e torna-se necessário ir buscar água em outro mais longe, é preciso reformular o plano de trabalho de atendimento ao respectivo município. O procedimento se dá porque é necessário refazer o cálculo dos gastos, que aumentam conforme a distância do açude à sede municipal. A burocracia que envolve este processo, de acordo com Bastos, acaba gerando a suspensão temporária em algumas localidades.

Afora isto, o órgão vem gradativamente substituindo os prestadores do serviço, que hoje são empresas, por caminhoneiros independentes, no intuito de reduzir os custos da Operação.

A Defesa Civil trabalha com a distribuição de água potável nas áreas em que atua. Entretanto, neste ano houve colapso no abastecimento da sede de Irauçuba. Com a total falta de água na cidade, a instituição realizou procedimento emergencial para minimizar os danos à população. Para tanto, foram gastos R$ 939 mil na captação de água bruta, que passou por uma estação de tratamento (ETA), e deverá atender à população durante três meses. Para recorrer auxílio junto à Defesa Civil do Estado, os municípios precisam preencher formulário disponibilizado pela instituição, que deve conter a assinatura do prefeito e do Conselho Municipal de Defesa Civil.

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